Características do Seminarista

Mês de Agosto, mês todo especial; Mês dedicado as vocações. Vocação, dom de Deus conforme vemos em Hebreus; ‘tirado do meio dos homens é constituído em favor dos homens em suas relações com Deus’ (Hb 5,1). E dentro desta perspectiva é bom recordarmos alguns aspectos que marcam nossa formação rumo ao presbiterato.

Um primeiro ponto, é que não somos feitos em uma ‘forma’.A formação de um futuro padre é muito complexa. Cada um tem uma história própria. Dentro desta complexidade o candidato tem de se configurar em Cristo que é um movimento muito mais interior do que exterior.

A formação de um seminarista, se dá na participação ativa do candidato. Também a formação cuida de quatro dimensões: Intelectual, Pastoral, Espiritual e Humano-afetiva. Isso é importante para que o futuro padre saia do seminário mais que intitulado padre, mas tenha uma personalidade formada e mais parecido com um ‘outro Cristo’.

Seminário é tempo de discernir. Temos de ter a consciência de que cada um que entra no seminário já é digno de aplausos pelo simples fato de ter renunciado ao mundo para tentar uma vida seguindo a Cristo. Por isso a formação no tempo de seminário deve ser também integrada no respeito a cada um em suas particularidades.

Neste sentido, ‘a identidade do sacerdote deriva, portanto, da participação específica no Sacerdócio de Cristo, pelo qual o ordenado se torna, na Igreja e para a Igreja, imagem real, viva e transparente de Cristo Sacerdote [...]’ (DMvP, n. 2). Aqui cabe ressaltar que o seminarista deve se moldar a este modelo de sacerdócio.

Assim o seminarista deve ser compreendido por uma série de características; como homem da palavra, dos sacramentos, da ascese, de amor sem limites, de comunhão, de testemunho e de santificação. Trabalhando em si as cinco dimensões da formação integrada, sendo formado permanentemente.

Por fim o seminarista deve evitar certos perigos, como a tentação do autorreferencialismo; do funcionalismo; do carreirismo; etc. Logo, o seminarista existe em função do povo de Deus. Nunca perdendo a real motivação que é ser ‘outro Cristo’, em função da Igreja.

Por Cleiton Turela Moraes

2º ano de Teologia


Publicada em 22/08/2017 às 09:42:49

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