O amor de Cristo nos uniu

Estou ainda envolto pela calorosa acolhida que o Povo de Deus da Diocese de Cruz Alta está demonstrando pela chegada do novo pastor. Ressoa em mim as palavras e gestos de boas vindas que se multiplicaram nestes dias, que podem ser resumidas na expressão de Dom Hélio Adelar Rubert: “A casa é sua.” Desejo dizer um grande muito obrigado a todos. A Dom Hélio, Administrador Apostólico desde a renúncia de Dom Frederico até a minha posse, a Diocese de Cruz Alta, com carinho lhe agradece sua presença e condução deste rebanho nestes meses. Nestes dias, foram muitas as formas das pessoas expressarem a acolhida: rezando, abraçando, visitando, enviando uma mensagem e, sobretudo, empenhando-se em organizar as inesquecíveis celebração de posse e confraternização do dia 15 de março. Muito obrigado. 

Neste momento eu penso: o que nos une? Nós não nos escolhemos para estarmos juntos. Mas, como dizemos no início de cada celebração eucarística: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.” Os vínculos que nos unem estão em Cristo, pelo nosso batismo. Este é o “solo sagrado” que faz com que nos sintamos em casa em qualquer comunidade, Paróquia ou Diocese. Somos o Povo de Deus, na comum dignidade batismal e na diversidade de funções e ministérios. Somos a Igreja viva de Jesus Cristo!

Acolher

É bom sentir-se acolhido! É necessário saber acolher! Quando nos sentimos acolhidos, abrem-se as portas para que possamos ser livres, sermos nós mesmos, realizarmos nossa missão. É um caminho aberto. Despertam em nós o entusiasmo e alegria de servir. Um cristão deve ser acolhedor. A acolhida liberta-nos do individualismo e nos faz reconhecer que no outro habita um mistério que precisa ser respeitado: sua história, seus valores, seu jeito de ser e até suas fraquezas. O outro merece ser ouvido. A acolhida é condição essencial para o estabelecimento de vínculos familiares e comunitários duradouros. Ela supõe tolerância com quem é diferente de mim. Ela pede que não sejamos discriminadores e excludentes. Sempre que nos abrimos ao diferente, ao que talvez até pensa diferente de mim, crescemos como pessoas humanas. Lembremos do episódio de Abraão e Sara, relatado em Gênesis 18, que ao acolher e hospedar gentilmente os três peregrinos, são agraciados com a notícia do nascimento de um filho. Ou, então, de Maria, que acolhe o anjo que a visita e a convida a ser a Mãe do Salvador. É verdade, nós cristãos somos primeiramente visitados por Deus. Sejamos sempre acolhedores, construamos comunidades acolhedoras.

Abençoada Páscoa

Fonte da alegria e da esperança cristã é a Páscoa de Jesus Cristo. A sua Páscoa é também a nossa Páscoa. A sua ressurreição é um dinamismo que continua na história das pessoas, das comunidades e na sociedade humana. Nós acreditamos que o bem há de vencer e, por isso, nos empenhamos para que esta Luz do Ressuscitado penetre nos lugares onde há a escuridão do sofrimento, da dor, da doença e das cruzes impostas pelo mundo injusto. 

Desejo a todo o Povo de Deus da Diocese de Cruz Alta uma abençoada Páscoa! A alegria da Ressurreição do Senhor seja a nossa força.


+ Adelar Baruffi

Bispo de Cruz Alta


Publicada em 15/04/2015 às 08:57:49

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