Os santos, nossos intercessores

No mês de junho acabamos de festejar alguns santos estimados por todos os católicos: Santo Antônio, São Luiz, São João Batista, São Pedro e São Paulo. Mas, qual o sentido da intercessão dos santos e da Virgem Maria? Quem nos concede as graças de que necessitamos: Deus ou os santos? 

Deus amor é fonte de todas as graças

Deus, e unicamente Ele, é a fonte de todas as bênçãos e graças. Deus Pai Criador nos acompanha com seu amor providente todos os dias de nossa vida, nos momentos felizes e também nas nossas dificuldades. De muitos modos, Deus manifesta sua graça, o seu amor por nós. Quem procura ler sua vida com os olhos da fé, verá que a mão protetora de Deus sempre esteve e está presente, orientando, fortalecendo, preservando, cuidando, libertando e curando. 

Como as graças de Deus chegam até nós?  

A Igreja foi constituída por Jesus Cristo como mediadora e dispensadora deste olhar amoroso de Deus pela humanidade. Por isso, os sacramentos da Igreja nos comunicam o amor de Deus nos diversos momentos de nossa vida: desde o nascer até partir deste mundo, nos momentos de sofrimento oude alegria. No cotidiano da vida, Deus sempre está presente com sua graça! 

A ação de Deus em nossa vida, porém, não se limita aos sacramentos. Todos os cristãos batizados formam uma grande família. Estamos, pela mesma fé que professamos, unidos em Cristo. Somos um em Cristo e, por Ele, com o Pai e o Espírito Santo. Esta comunhão que formamos é tão grande, que nem a morte tem o poder de dissolver. Por isso, todo o bem que um cristão realiza, faz a Igreja e a humanidade inteira ser melhor. Ou não é verdade que a vida de Madre Teresa de Calcutá, Dom Hélder Câmara, São João Paulo II e tantos outros, fizeram bem ao mundo inteiro? Por isso, podemos e devemos ajudar e rezar, interceder, pedir a Deus pelos outros, pelos que mais sofrem e precisam da graça de Deus. Isto enquanto ainda estamos vivos, neste mundo.

E os santos e a Virgem Maria, podem ser intercessores e nos ajudar?

Esta comunhão que une todos os batizados em Jesus Cristo, vivos e já falecidos,chamamos de comunhão dos santos. Quando lemos a história dos santos vemos que eles fizeram o bem a tantas pessoas em sua missão neste mundo. Eles já intercediam, ajudavam, pediam a Deus pelos outros quando ainda viviam. A Igreja acredita que ao partirem deste mundo, porque são santos, são acolhidos por Deus para estarem para sempre junto dele. Mas eles não são Deus e não substituem a Deus. Estão junto de Deus e continuam a amar como fizeram quando estavam neste mundo. Por isso, podem interceder pelas necessidades dos fiéis que a eles recorrem. Não são eles, os santos e a Virgem Maria, que nos dão as graças, mas sempre Deus. Eles nunca tomam o lugar único e insubstituível de Jesus Cristo, “que está à direita de Deus e intercede por nós” (Rm 8,34). Eles acolhem nossa súplica, nossas preces, e as apresentam a Deus. Por isso, é bom pedir a intercessão, a ajuda, dos santos e de Nossa Senhora, para que estes as apresentem a Deus. 

Santa Teresinha, antes de morrer disse: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”. E São Domingos: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-eimais eficazmente do que durante a minha vida”.


Dom Adelar Baruffi


Publicada em 06/07/2015 às 07:06:25

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