Vocação - chamado!

Nosso Papa Francisco foi muito sábio, ao decretar  2015, como o ano dedicado à Vida Consagrada. Convido você leitoramigo,a estar atento aos desafios propostos pelo Papa e, ao mesmo tempo, reorganizar, como religiosos, nossa dimensão pessoal, comunitária e eclesial.

O primeiro objetivo do ano da Vida Consagrada, é olhar com gratidão o passado. Cada um dos nossos institutos provém de uma rica história carismática. Nas suas origens, está presente a ação de Deus que, no seu espírito, chama algumas pessoas para seguirem de perto a Cristo, traduzirem o Evangelho numa forma particular de vida, lerem com  os olhos da fé os sinais dos tempos, responderem criativamente às necessidades da Igreja. As experiências do início cresceram  e desenvolveram-se, tocando outros membros em novos contextos geográficos e culturais, dando vida a  modos novos de implementar o carisma dos fundadores, a novas iniciativas e expressões de caridade apostólica.

O ano da Vida Consagrada não diz respeito apenas às pessoas consagradas, mas à Igreja inteira. Assim, dirigimo-nos a todo o povo cristão. Questiona-se sobre a fidelidade, a missão que nos foi confiada. Os nossos serviços, as nossas obras, a nossa presença pretendem concretizar aquilo que o Espírito pediu aos fundadores, sendo adequados para alcançar as suas finalidades na sociedade e na Igreja Atual.

 A Vida Consagrada hoje é chamada  a procurar uma sinergia sincera entre todas as vocações na Igreja, a começar pelos presbíteros e os leigos, a fim de “fazer crescer a espiritualidade da comunhão, primeiro no seu seio  e depois na própria comunidade eclesial e para além dos seus confins”.

A construção da identidade religiosa se dá basicamente a partir do indivíduo e, mais claramente, a partir das escolhas individuais. Parece ilusão falar de um núcleo permanente de identidade.   Hoje há identidades no mesmo indivíduo.  Num lugar e função, temos uma identidade, diferente de outras situações. 

  Existem muitas literaturas, documentos e informativos sobre a Vida Religiosa. Ela acontece na vida do dia a dia daqueles que  assumiram o chamado.  Essa fidelidade é sustentada pela palavra de Deus, pela vivência da eucaristia, pela missão que lhes é confiada, pelo cultivo  e oração pessoal e eclesial, capacitação e formação permanente, escuta atenta às novas realidades,  convivência comunitária , ousadia para dar o seu melhor.

Hoje como em todos os tempos somos fortalecidos na busca constante de Jesus Cristo como sentido da vida humana e da história.  Em agosto, mês vocacional, revivemos os diversos chamados e somos convidados a reavivar em nós o primeiro amor, o qual nos encantou no seguimento ao carisma e à espiritualidade que nos sustenta na vocação.

(Recortes de documentos e falas do Papa Francisco)

Publicada em 21/08/2015 às 08:33:43

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