Peregrinação ao túmulo de São Pedro


DomAdelar Baruffi

Bispode Cruz Alta


            “Sois testemunhas do Ressuscitado. Esta é a vossa tarefaprimordial e insusbstituível.” Estas palavras são parte da mensagem que o PapaFrancisco dirigiu-nos, no dia 10 de setembro, na Sala Clementina, no Vaticano.O inesquecível encontro com o Papa fez parte da Peregrinação ao túmulo de SãoPedro, um congresso que reuniu 124 bispos recém-ordenados, de 37 diferentesnações do mundo. Do Brasil éramos 16, o maior grupo.

Experiênciade comunhão e catolicidade

            O título do encontro,que aconteceu do dia 07 a 16 de setembro, em Roma, indica que não se tratouprimeiramente de um curso para aprofundar temáticas referentes à nossa missão,mas de uma peregrinação. Tem a ver com nossa fé. Faz-nos compreender que oepiscopado não é somente uma função, uma tarefa a realizar. Trata-se, antes, deum vínculo essencial com Jesus Cristo e com toda a Igreja, na sucessãoapostólica, para continuar, hoje, a missão que o Ressuscitado confiou aos apóstolosde anunciar o Evangelho a toda a criatura. Esta missão é realizada na comunhãocom todos os bispos do mundo, o colégio apostólico, com Pedro, que, como bispode Roma, preside a Igreja na caridade. Assim, o bispo é, ao mesmo tempo, oPastor da Diocese que lhe foi confiada e tem uma solicitude por toda a Igreja. Amesma Igreja de Jesus Cristo se manifesta de muitos modos, nas diferentesculturas, constituindo o mesmo Povo de Deus peregrino em todo o mundo. É acatolicidade da Igreja, sua universalidade.

OPapa, sinal de unidade

            Nosso encontro com o Papa não foi uma simples visita. Foium sinal concreto de nossa comunhão com o sucessor de Pedro. Diante do túmulode Pedro fizemos a profissão de fé da Igreja. Ao nos saudar, destaca-se,sobretudo, o seu modo paterno e afetuoso que demonstrou. Acolheu-nos,encorajou-nos, mostrou-nos o que é o mais importante em nossa missão. Seu olharpenetrante, o aperto de mão generoso e suas sábias palavras manifestam suapaternidade espiritual.

Guiasespirituais, mistagogos e missionários

            Nossa missãoinicia com os fiéis que “são de casa”, disse-nos o Papa. Para estes, quaisguias espirituais, sejamos “capazes de lhes pegar pela mão e de subir com elesao Tabor (cf. Lc 9, 28-36), guiando-os ao conhecimento do mistério queprofessam”. Com os que não vivem a fé recebida no batismo “dedicai tempo paraos encontrar ao longo do caminho do seu Emaús. [...] Mais do que com palavras,entusiasmai o seu coração com a escuta humilde e interessada no seu verdadeirobem, até que se abram os seus olhos e eles possam inverter a rota, voltandopara Aquele do qual se tinham afastado.” Aos que “não conhecem Jesus”, “caminhaina sua direção, parai diante deles e, sem medo nem sujeição, vede a que árvoresubiram (cf. Lc 19, 1-10). Não tenhais receio de os convidar a descer deimediato porque, precisamente hoje, o Senhor deseja entrar na sua casa.” Assim,no episódio da Transfiguração, dos Discípulos de Emaús e de Zaqueu, mostrou-nosos ícones da missão do bispo.

           

            Concluo transmitindo a toda nossa Diocese a bênção que oPapa Francisco nos deixou. Na comunhão com toda a Igreja vivemos a “alegria doEvangelho” em nossas famílias e comunidades.

 

 

Publicada em 02/10/2015 às 09:01:44

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