É preciso cuidar

Na Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma, se deu o lançamento da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, que tem como tema: “Casa comum, nossa responsabilidade”. Muitas celebrações, reflexões e estudos, foram realizados em torno do referido tema. 

Iniciamos com um olhar geral sobre as diversas realidades. Buscamos informações em nível mundial. Dados alarmantes apareceram. Muitas preocupações surgiram e, um grande questionamento surgiu: de quem é a responsabilidade do cuidado do planeta? O Papa Francisco vai nos dando respostas claras: “o meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos (Laudato Si)”.

De modo geral, a nossa preocupação volta-se para o país em que habitamos. Assim, as preocupações e os desafios são muitos, principalmente nas grandes cidades. É claro que, quanto maior a população, mais difícil será a resolução de certos problemas. Porém, esse dado populacional, não dispensa a realização de projetos para maior cuidado com a nossa casa comum.

A realidade de nossa Diocese, aparentemente, com cidades menos populosas, nos permite pensar que os problemas são menores. No entanto, é necessário um olhar mais atento a cada realidade. População menor não significa problemas menores. 

O grande desafio para todos os cristãos é dar continuidade às reflexões referentes à Campanha da Fraternidade Ecumênica. É uma emergência compreender que cuidar da nossa casa comum é responsabilidade de todos. Conhecer a situação do seu município, principalmente no tocante ao saneamento básico, e “cobrar”, se necessário, dos órgãos responsáveis são tarefas intransferíveis do cristão.Os projetos precisam sair do papel. Sem a execução de projetos não há melhoria de vida dos cidadãos. Conhecendo a realidade local é possível acompanhar, cobrar e ajudar a melhorar nosso espaço, casa comum de todos. 

Todos devemos colaborar no processo do cuidado. Nossas atitudes, mesmo pequenas, como: colocar lixo em lugar adequado para que se faça reciclagem, cuidar para que o consumo de água não seja exagerado, consumir só o que, de fato precisamos, farão grande diferença à sobrevivência da nossa casa comum. A responsabilidade é nossa, cidadãos desta terra.

Publicada em 22/04/2016 às 13:46:38

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