Vocação: Dom de Deus

“Não fostes vós que me escolhestes; mas fui eu vos escolhi e vos designei para irdes e produzirdes fruto e para que vosso fruto permaneça, a fim de que tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome ele vos dê”.(Jo 15,16). Nesta perspectiva podemos notar claramente, a relação do Pai para com o filho. Uma relação que se inicia ao passo, que o Pai nos dá a vida e juntamente com ela os dons necessários para podermos despojadamente contribuir para com o seu reino; um reino de amor e de paz, edificado na palavra de Iahewh, buscando uma consolidação, na missionariedade e apostolado. Deus nos capacita conforme nossas disponibilidades. “Não temas diante deles, porque eu estou contigo para te salvar, oráculo de Iahweh”. (Jr 1,8). Mas depende de cada um de nós, nos abrirmos à graça redentora de nosso senhor Jesus Cristo, para assim podermos ser zelosos em nossas vocações.

Já dizia nosso Papa emérito Bento XVI;“A fé é dom, graça de Deus, mas precisa ser cultivada, alimentada, se não acaba perecendo”.Assim também é nossa vocação, se não a alimentarmos diariamente com as praticas cristãs, ela vai se esvaindo, definhando e acaba morrendo, bem como uma plantinha que não é regada, e ou, não tem seus devidos cuidados diariamente, esta por si só, tende a contrair problemas, como pestes e doenças e acaba, morrendo. Na sociedade materialista e narcisista, o cultivo da vocação como dom de Deus implica uma vivencia apurada e comprometida com a pratica de boas obras, colocando o amor em primeiro lugar, pois já dizia Santa Teresa de Ávila;“O senhor não olha, tanto a grandeza de nossas obras. Olha mais o Amor, com que são feitas”.

É gritante o desafio de colocarmos nossa vocação, em pleno funcionamento, pois Deus nos quer íntegros, ou seja inteiros e não por metade e nem por pedaços. Uma vocação comprometida; sem busca de reconhecimento e ou de méritos, mas baseada no testemunho de Jesus Cristo, ou de tantos e tantas que deram a vida pelo apostolado. Na epístola de São Paulo aos Gálatas; “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”. (Gl 6,14). Vocação é Dom, por isso cuidemos da nossa para vivermos íntegros nesta caminhada.


Seminarista 

Cleiton Turela, 

1º ano de Teologia.


Publicada em 22/04/2016 às 14:02:25

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