Sobre a imposição do Escapulário

Como no mês de julho, dia 16, a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora do Carmo, sugerimos que seja realizada a imposição do escapulário para os catequizandos da etapa perseverar na fé. É um sacramental ligado à devoção mariana que merece atenção, pois muitos, inclusive os jovens, usam o escapulário sem saber o sentido que o mesmo tem.. Não é um rito obrigatório. É uma proposta do roteiro catequético que, se bem realizado pode ajudar na iniciação à vida cristã.
Nossa Senhora do Carmo é mais um dos títulos dados à Virgem Maria. Este título apareceu com o propósito de relembrar o convento construído em sua honra nos primeiros séculos do cristianismo, no Monte Carmelo, em Israel, onde hoje fica a cidade de Haifa. A principal característica desta invocação mariana é o escapulário. Recebe esse nome porque é colocado sobre as escápulas, osso dos ombros. Na sua origem é uma espécie de avental. O avental lembra a pessoa que está realizando um serviço. Por isso, receber e usar o escapulário é colocar-se, como Maria, a serviço de Deus e dos irmãos. É estar disposto a fazer a vontade de Deus como Maria fez e empenhar-se em trabalhar para a construção de um mundo mais fraterno, de justiça e paz. Também significa escudo, armadura que remete à proteção. É sinal da proteção que a pessoa tem quando segue nos caminhos da fé.
Em nossa época com muitas superstições, é muito importante entender que o escapulário está longe de ser um sinal "mágico" de salvação. Não é uma espécie de amuleto cujo uso nos dispensa das exigências da vida cristã. Não basta, portanto, carregá-lo ao pescoço e dizer: "Estou salvo!" Pelo contrário, é sinal do compromisso no serviço do Reino de Deus como discípulo missionário.


Algumas orientações práticas: 1-A bênção e imposição devem ser realizadas por um padre e valem para toda a vida, bastando recebê-lo uma vez; 2-Quando o escapulário se desgastar, basta substituí-lo por um novo, ou mesmo por uma medalha que tenha de um lado a imagem do Sagrado Coração de Jesus e do outro de Nossa Senhora sem necessidade de outra bênção; 3-Mesmo quando alguém deixou de usá-lo durante algum tempo, pode simplesmente retomar o seu uso. Isso mostra que o que importa é a pessoa e a graça de Deus que age nela e não o objeto em si. É na pessoa que atua a graça de Deus na medida da sua disposição em acolher a vontade de Deus.


Pe. João Alberto Bagolin
Coordenador da dimensão Bíblico-Catequética da diocese de Cruz Alta
joao.bagolin@hotmail.com

Publicada em 05/07/2016 às 16:35:30

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