A Bíblia Sagrada

Artigo: A palavra “Bíblia” é de origem grega e significa “livros”. São, ao todo, 73 livros – 46 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. O autor da Bíblia é Deus. Mas não foi ele, porém, quem a escreveu. Essa tarefa coube a homens e mulheres que, movidos pelo Espírito Santo, ao longo de quase 15 séculos foram escrevendo tudo o que a eles era inspirado. Não “copiaram” o que Deus ditava, mas, inspirados por Deus, usaram as próprias palavras e conhecimentos para redigir os textos sagrados.
 Não se sabe quantos são os autores da Bíblia, mas foram muitos. Ela foi escrita entre o ano 1250 antes de Cristo e o ano 100 depois de Cristo, aproximadamente. O Antigo Testamento foi escrito na Palestina (a terra de Jesus), na Babilônia (onde o povo judeu esteve exilado durante um longo período) e no Egito, para onde muitos hebreus foram depois do cativeiro da Babilônia.
 Os 27 livros do Novo Testamento foram escritos na Palestina, na Síria, na Ásia Menor, na Grécia e na Itália, nos lugares onde haviam sido fundadas comunidades cristãs. A Bíblia foi escrita em três línguas: hebraico, aramaico e grego.
 Considerando-se o período milenar em que foi escrita e a inexistência do papel, os textos bíblicos foram redigidos em cerâmica (tijoletas de argila), papiro (tiras de papel feitas de um junco do Egito) e pergaminho (couro curtido, de carneiro).
 A Bíblia está dividida em Antigo e Novo Testamento. O Antigo começa com o livro de Gênesis e termina com o livro de Malaquias. O Novo inicia com o Evangelho de Mateus e conclui com o Apocalipse. Todos os 73 livros que compõem a Bíblia católica estão divididos em capítulos e versículos. Os capítulos foram definidos por Estevão Langton, arcebispo de Cantuária, no ano de 1214. Já a divisão dos capítulos em versículos foi feita, em definitivo, no ano 1551, pelo tipógrafo Roberto Stefano. A Bíblia tem 1.328 capítulos e 40.030 versículos. Eles foram definidos para facilitar a leitura, a citação e a procura das passagens bíblicas.
  “É nela que penduramos todo o nosso trabalho”, conforme nos ensina frei Carlos Mesters. A partir do Concílio Vaticano II, marco fundamental para o florescimento de uma Pastoral Bíblica da Igreja no Brasil, a Bíblia foi conquistando espaço e recuperando sua condição de valor fundamental na vida e na missão da Igreja.
MÊS DA BÍBLIA
A Bíblia ocupa um importante lugar no espaço familiar, nos grupos de reflexão, círculos bíblicos, na catequese e nas pequenas comunidades. A prática da leitura e reflexão da Bíblia contribui muito para o sustento da fé e ajuda o povo de Deus na sua caminhada em busca de construir um mundo melhor.
 Setembro é o mês da Bíblia. Este mês foi escolhido pela igreja porque no dia 30 de setembro se comemora o dia de São Jerônimo, que foi o tradutor da Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim. O Mês da Bíblia, criado em 1971 com a finalidade de instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus e a difusão da Bíblia, também foi fundamental para aproximar a Bíblia do povo de Deus. Propondo um livro – ou parte dele – para ser estudado e refletido a cada ano, o Mês da Bíblia tem contribuído eficazmente para o crescimento da animação bíblica de toda pastoral.
 O mês da Bíblia neste ano tem como proposta o estudo e a meditação do Livro do profeta Miqueias. Com o tema “Para que n´Ele nossos povos tenham vida” e o lema “Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus”. O Texto-Base aborda, de forma explicativa, o tema e lema. Está organizado em seis capítulos. Já o roteiro de “Encontro Bíblicos” oferece cinco celebrações para a vivência em grupo, além de sugestões de cantos litúrgicos.
MENSAGEIRA DE FÉ E ESPERANÇA...
Mais do que história, a Bíblia é portadora de uma mensagem. Ela é capaz de denunciar e anunciar. Ela denuncia as injustiças, os pecados, às situações desumanas de pobreza, exploração e exclusão em que alguns vivem. Mas, sobretudo, a Bíblia anuncia a vinda de Deus, que ele nos ama e que caminha junto conosco. A Bíblia nos ajuda a fortalecer a nossa fé; é útil na nossa formação, nos momentos de crises e dificuldades, na dor, na doença ou na alegria.


Por Pe. Magnus Camargo
Pároco da paróquia Nossa Senhora da Natividade, Ijuí

Publicada em 13/09/2016 às 08:55:12

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