Quando setembro vier

O que tem o setembro de tão especial que é aguardado com ansiedade? Com a chegada da próxima estação a vida renasce vigorosa. O que parecia morto começa a germinar e se multiplicar. A natureza se enfeita de mil cores. As flores desabrocham por toda a parte mesmo nos ambientes mais poluídos. Há sempre uma planta crescendo e uma flor desabrochando.
 Assim é na vida humana. Todos nós esperamos sair do inverno nem tão rigoroso, sentindo a renovação do ânimo, da esperança, do conforto do sol aquecendo, da alegria dos dias claros e iluminados, do brilho do orvalho da manhã piscando aos raios do sol que contribuem para o espetáculo da natureza.
 A par do regozijo natural da estação das flores, veremos que o setembro também tem um sentido de renovar a consciência da escuta da Palavra através das Escrituras Sagradas contidas na Bíblia. É o mês dedicado à reflexão e estudo da Palavra. É o mês que nos convida a escutar a Palavra e a fazer uma leitura orante. O nosso pensamento constrói o nosso agir. Por isso o Apóstolo fala aos Filipenses (em 4,8): Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento.
 Mas se olharmos para o nosso universo de sociedade organizada, jamais poderemos esquecer o quanto os nossos antepassados lutaram para que herdássemos um país livre e pudéssemos formar uma nação pluricultural, na qual estamos inseridos. Por isso a data da independência do Brasil, é mais do que o grito do Ipiranga. É o resgate permanente da determinação dos brasileiros que lutaram e morreram por um país livre e independente. É a festa da independência cuja proclamação aconteceu no dia 7 de setembro de 1822. Devemos lembrar que não foi tão romântica como a maioria dos livros nos apresentam. As lutas foram sangrentas de norte a sul do país e garantiram a nossa unidade nacional, uma única língua falada em todo o território e uma admirável cultura diversificada.
 Outros resgates históricos povoam o imaginário do mês de setembro: A festa da Revolução Farroupilha vai muito além da epopéia da guerra. Ela reitera o caráter indomável do povo e sua profunda fidelidade aos princípios democráticos e respeito incondicional às culturas que se arraigaram neste solo, moldando o caráter do povo gaúcho.
 A nós cristãos vale celebrar a vida que se renova e olhar o nosso universo com esperança e fidelidade à Palavra que nos trouxe a salvação e, o que é mais importante, vivê-la pois estamos aqui neste tempo e nesta comunidade. 


Por: Lucas Mendes
Seminarista
6º semestre de Filosofia

Publicada em 14/09/2016 às 17:56:52

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