9º Encontro de CEBs reúne mais de 200 pessoas

Igreja e sociedade foi o tema do 9º Encontro de Comunidades Eclesiais de Base – Cebs, realizado no dia 24 de setembro, em Santa Bárbara do Sul, organizado pela Paróquia Santa Bárbara. Pela manhã foram realizadas duas plenárias: a primeira foi conduzida pelo professor Dinarte Belato, que fez uma análise da conjuntura atual, apontando direções a serem seguidas. Segundo ele, o poder popular se constrói nas Cebs. 

Conforme Belato, hoje viemos uma conjuntura muito complicada e as razões são várias. Uma delas é a debilitação dos instrumentos, meios e organizações das camadas populares construídas nos últimos 30 anos. “Isso aconteceu, não por força interna dos movimentos, mas pelo crescimento das forças de caráter capitalista liberal, que pensam na sociedade de um ponto de vista extremamente privado e voltado aos interesses do grande capital”, destaca Dinarte. Segundo ele, frente a esta realidade, existem alternativas importantes, como: o apoio que a igreja pode dar como sendo instância da sociedade. “A Igreja tem um poder histórico e, se ela se focar no processo de organização das camadas populares, haverá um reforço significativo destes movimentos”, diz. Outro caminho importante apontado por ele é a reconstrução das organizações populares pela base. “As comunidades eclesiais de base já, historicamente, vêm cumprindo esta dimensão no trabalho de base, no próprio nome diz isso. Então as CEBs são, no interior da Igreja e no âmbito maior da sociedade, uma força que pode ampliar a organização popular, o que pode contrastar com o avanço das forças liberais antipopulares”.

A segunda plenária contou com o Frei Flávio Guerra, que falou sobre a identidade da Cebs. Para ele o fortalecimento da Cebs se dá através dos grupos de família. “Temos que retomar os grupos de família, pois, aí sim, vamos fortalecer as Cebs, o espírito de Cebs na comunidade, fortalecer a Igreja e a missão da Igreja na sociedade, buscando uma sociedade justa e fraterna para todos”, destaca.

A fila do povo foi um espaço aberto aos participantes do encontro. Para a jovem Tiana Brun de Jesus a transformação deve partir de cada um e que não se deve esperar que outros assumam aquilo que pode e deve ser feito por nós. “Durante muito tempo deixamos a responsabilidade nas mãos de outros. É importante fazermos a mudança com as nossas próprias mãos. Desta forma, vejo os grupos de jovens, a Pastoral da Juventude como o lugar de protagonismo do jovem dentro das Cebs”, diz.

Para Solange Pegoraro, da paróquia São Pedro Apóstolo de Fortaleza dos Valos, este é o lugar para fortalecer a caminhada como comunidade, sendo uma igreja em saída. “Com um grupo cada vez mais forte  das CEBS é que poderemos fazer a diferença em nossas  comunidades e paróquias”.

À tarde foram realizadas apresentações artísticas e atividades em grupos, onde em miniplenárias os participantes expuseram seus anseios, dificuldades e desafios.


Por Greice Pozzatto

Assessora de Comunicação da Diocese de Cruz Alta


Publicada em 06/10/2017 às 15:12:49

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