Ano do Laicato: Vivendo o sim dado a Deus no Batismo

Reportagem: A Igreja no Brasil celebra, desde o dia 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, até 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”. O tema escolhido para animar a mística deste ano foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. O intuito é levar o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo.

Com objetivo de mostrar um pouco do trabalho que é desenvolvido por fiéis leigos e leigas na Diocese de Cruz Alta, durante este ano, a Voz da Diocese trará entrevistas especiais com algumas destas pessoas que atenderam ao chamado de ser discípulos e missionários de Jesus Cristo.

Uma destas pessoas é Anete Mulinari Fank (45 anos). Anete é professora há 26 anos, e é Coordenadora do Serviço de Orientação Religiosa no Colégio Santíssima Trindade de Cruz Alta e, mesmo com uma rotina diária de muitas tarefas, entre elas a de ser mãe e esposa, dedica parte de seu tempo para a Igreja. Ela atua como catequista, secretária do Conselho Paroquial de Economia e Administração da Paróquia Divino Espírito Santo (Catedral), atuante na Pastoral do Batismo (catequese batismal), do Movimento de Cursilho e, recentemente, foi investida como Ministra Extraordinária da Comunhão Eucarística e da Palavra. Também já integrou a equipe de festeiros da Paróquia... Sim, uma participação muito expressiva. Mas, o que chama atenção, certamente, não é a quantidade de atividades que desenvolve, mas sim, a dedicação e disposição com a qual os realiza.

“É muito bom! Servir a Deus através dos irmãos e irmãs é uma verdadeira bênção. Penso que cada um de nós possui uma vocação e, descobri-la e assumi-la é um dos caminhos. Sem dúvida, cada pessoa tem muito a contribuir nas suas comunidades”, diz Anete.

Para ela, envolver-se, ser atuante na igreja é “viver o sim a Deus dado desde o meu batismo. Minha família sempre procurou viver a fé de forma concreta, atuando na Igreja; essa vivência trago comigo desde a infância. Ao me tornar adulta, amadureci também a minha fé”, conta. Hoje, como leiga, Anete diz entender que tem uma missão que lhe foi dada pelo próprio Cristo e, portanto,  busca ser fiel a Ele no cumprimento dessa missão.

O Ano do Laicato

Para Anete, o ano do laicato é um ano muito importante, especialmente para fortalecer a ação dos leigos. “Nossa missão é específica e insubstituível; começa na família e estende-se por todos os ambientes. Considero importante para a promoção de estudos, reflexões e ações acerca da nossa atuação tanto no ambiente eclesial (Igreja) como na sociedade, lugar em que somos chamados a atuar para promover um mundo mais justo e fraterno. Ainda, é uma oportunidade para aprofundar o conhecimento acerca da nossa identidade, vocação, espiritualidade e missão, trabalhados com profundidade no Documento 105 da CNBB, “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da terra e Luz do mundo (Mt 5, 13-14)”, sugestão de estudo para todos nós, leigos”, destaca. 

Desde 2016, a professora Anete Mulinari vem desenvolvendo um estudo sobre o documento 105 da CNBB, já tendo apresentado na 42ª Assembleia Diocesana de Pastoral e palestras em algumas paróquias, como Nossa Senhora dos Navegantes, Salto do Jacuí e Divino Espírito Santo, Catedral, e Imaculada Conceição, em Cruz Alta.

Para aqueles que tem vontade de se integrar a um movimento, pastoral ou algum outro serviço da Igreja, Anete deixa a seguinte mensagem: Coloquem-se a caminho, integrando-se nas ações, serviços, pastorais da comunidade. No documento 105 da CNBB, os bispos do Brasil nos incentivam a sermos cada vez mais atuantes: “Incentivamos os irmãos leigos e leigas a acreditarem na própria vocação como sujeitos de uma missão específica. A sociedade humana em construção e a Igreja em missão contam com cristãos convictos da própria responsabilidade, dispostos a acolher desafios, alegres em abrir caminhos novos na construção do Reino do Senhor Jesus, reino da verdade e da vida, reino de justiça, do amor e de paz.” (Doc. 105, n. 277)


Por: Greice Pozzatto

Assessora de Comunicação da Diocese de Cruz Alta


Publicada em 20/02/2018 às 12:51:39

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