Emoção nas ruas de Cruz Alta

Pela primeira vez a cidade teve encenada a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo

Pela primeira vez Cruz Alta teve encenada a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Uma grande apresentação que emocionou mais de 3 mil fiéis que acompanharam a Via Sacra pelas ruas da cidade, revivendo os passos de Jesus. Para os católicos, o momento inicial foi a celebração da Paixão de Cristo às 15h, na Catedral Diocesana, presidida pelo Bispo Dom Adelar Baruffi, acompanhado dos padres das paróquias da cidade.

Após, os fiéis foram convidados para a caminhada, cujo destino era o Santuário Diocesano de Nossa Senhora de Fátima. Católicos e Luteranos estiveram juntos no trajeto e na organização do evento, numa iniciativa do Grupo Teatral Máschara e Administração Municipal.

A apresentação do Grupo, que neste ano comemora 25 anos, iniciou por volta das 16h30min, em um palco montado em frente à Catedral. O espetáculo, do início ao fim, provocou aplauso e lágrimas no público.

Para o Bispo Dom Adelar, a encenação dos últimos momentos de Jesus, sua entrega, morte e ressurreição, nos ajuda a viver melhor esta Páscoa do Senhor. “Nós celebramos juntos a Paixão na Catedral Diocesana e, depois, nas ruas da cidade, caminhamos juntos até o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, a casa da mãe, a mesma mãe que acompanhou Jesus nos últimos momentos de sua vida”, lembra. Para o Bispo, é também um momento significativo de união, visto que a caminhada contou com a participação da Igreja Luterana de Cruz Alta. “Caminhamos juntos, católicos e luteranos, neste ano que também lembramos os 500 anos da Reforma. Que possamos crescer juntos na fé, sermos cada vez melhores cristãos. Tenho certeza que este dia nos ajudou para isso”, destaca o bispo. “Parabenizamos o Grupo Máschara por realizar esta bela missão de uma maneira tão competente”.

Para o Pastor da Igreja Luterana, Cláudio Bündchen, acompanhar a trajetória, a caminhada de Jesus, desde o momento em que foi traído até sua morte e ressurreição, foi muito emocionante. “Esta apresentação nos faz refletir sobre a Pascoa que é a vida que Deus nos oferece através de seu filho Jesus. Queremos deixar a todos esta mensagem: Ele não está aqui, mas ressuscitou. E, se Cristo vive, nós também viveremos. Que Deus abençoe todos para sempre, amém”.

Emocionado, o Diretor do Grupo Máschara, Kléber Lorenzoni, que interpretou Jesus Cristo na encenação, não cabia em si, pela alegria de ver o resultado de muito ensaio, mesmo em pouco tempo, e atribui o mérito aos figurantes, que reforçaram o “time”no espetáculo. “O mérito é dos figurantes, pessoas da comunidade. Ninguém ali é ator, e eles entraram com garra, ensaiaram, e fizeram por amor, por fé”.

Segundo Kléber, o grupo conseguiu alcançar o objetivo que é fazer as pessoas refletirem. “Nestes 25 anos buscamos fazer coisas que façam as pessoas refletir. Queremos passar uma mensagem legal e acho que conseguimos. Sabemos que dentre tantas pessoas muitos conhecem o grupo, mas também têm aqueles que nunca ouviram falar do grupo Máschara, vieram pela fé e se emocionaram. Para mim, isso que é o importante, não precisa nem saber qual é meu nome, mas basta que tenham gostado, se emocionado, levado a mensagem que queríamos passar”, afirma.  “Queremos fazer todo o ano. Mesmo que eu não esteja aqui, que outro faça”. 

A encenação da Paixão de Cristo, que entra para o calendário de eventos do município, deve ganhar uma atenção maior nos próximos anos, conforme diz o Prefeito Municipal, Vilson Roberto Bastos dos Santos. “Este foi o primeiro ano que, junto de várias pessoas e segmentos, realizamos este grande evento, Foi quase como experimental, e vimos que,realmente,as pessoas gostaram. Foi uma experiência muito rica e estou muito feliz porque reunimos milhares de pessoas.Isso nos emociona e nos une para no futuro fazer melhor ainda”, comenta o prefeito, que confessa ter se emocionado durante o trajeto: “O Grupo Máschara está de parabéns mais uma vez, pois fizeram uma grande apresentação, com muita emoção. Eu, inclusive, me emocionei varias vezes. É muito bom a gente poder, na Páscoa, falando do que realmente ela representa”. 



Por: Greice Pozzatto/Assessora de Comunicação da Diocese de Cruz Alta 


Publicada em 02/05/2017 às 13:36:50

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